Salve, gente bonita!
Na semana passada eu terminei não fazendo a retrospectiva porque as coisas apertaram aqui. E eu ensaiei esta semana toda vir aqui escrever, mas só agora cheguei. Longe de reclamar, só não me sobrou tempo mesmo no meio de tanta coisa legal que pediu muito minha atenção e energia.
O curso do MCT acabou, e precisei fazer cumprir todos os requisitos para receber meu certificado. Em algum momento me perguntei se fazia assim tanta questão, e minhas noites de sono perdidas foram um argumento poderoso para me dizer que porra, sim!

E consegui dar conta de tudo antes de me meter em um trem para Espinho, perto do Porto, para um Festival de Bodypainting! Eu era uma ninfa, criação do meu amigo e lenda Nuno Blu Esteves, e foi uma experiência bem inusitada. Se você acha que dá trabalho pintar o corpo de uma pessoa para que ela encare uma multidão de peito aberto, você não faz idéia do trabalho que é tirar aquela tinta. Foi meio sabonete e quatro dedos do meu frasco de óleo de limpeza, que se provou mais eficaz. Depois de muito esfregar, eu apelei e chamei a dona da casa que havia nos recebido para que usássemos seu chuveiro, e pedi para ela esfregar minhas costas porque havia duas manchas de tinta azul além do meu alcance, tão perto e tão longe. Até aí eu tava achando borderline humilhante, até que meu colega contou que durante o banho dele, a mesma senhora, cordialmente, ofereceu o marido dela para esfregar as suas costas. E ele ainda foi capaz de recusar uma mão tão gentil. Ai, as coisas que a gente passa pela Arte!
Quando eu finalmente consegui me livrar de toda a tinta, eu me meti no trem de volta para Lisboa, porque no dia seguinte, eu tinha o primeiro de dois dias de gravação de um curta metragem. Pode ser em parte a minha vida anterior de criatura dos mares falando, mas eu preciso dizer que foi dos trabalhos mais cansativos que já fiz. É muito tempo de espera para que tudo dê certo, e várias equipes precisam se coordenar para que tudo funcione. E olha que eu era só uma figurante, imagina a diretora! Então, fica aqui uma mensagem pro seu coração: tudo que você vir filmado, tenha muito, muito respeito!
Na terça-feira, eu ainda tratei de outras coisas, mas na quarta-feira, o cansaço já tinha se instalado e eu fui praticamente um peso de papel o dia todo. A onda de calor pela Europa não deixa esta conta nem um pouco mais leve.
E foi enfrentando ela que na quinta tive outro compromisso. Há algumas semanas, fiz contato com um músico daqui que está querendo começar um projeto. Eu gostei das composições dele; ele, das minhas, e fomos nos encontrar para tomar um café e trocar uma idéia para saber o quanto estamos alinhados para trabalharmos juntos. E preciso dizer que não podia ter sido melhor. Foi uma conversa boa, ele está juntando um bom time e me indentifiquei bastante com algumas concepções e idéias dele. E parece que isto gerou uma onda de entusiamo no resto do grupo.
Se tem uma coisa que entendi fazendo música é que a gente só é tão bom quanto o nosso grupo, porque dependemos uns dos outros para fazer as coisas acontecerem. E eu sei quanto a vida pode mudar quando a gente encontra as pessoas certas com quem podemos partilhar e construir nossa visão. Eu sei que muita coisa ainda precisa acontecer e entrar no lugar para que o trabalho dê certo, mas no momento, tudo parece caminhar bem. O que vai ser, o futuro vai dizer.
Mas se a gente conseguir fazer o que planejamos, fica marcado para as gerações futuras, que foi em Lisboa, acolhidos pelo ar condicionado de El Corte Inglês, que a coisa começou.
Outra coisa para comemorar: finalmente consegui colocar as minhas mãos no Writing Better Lyrics, livro essencial sobre songwriting, do mestrão Pat Pattinson. Estava sentado na minha estante já há alguns meses, e eu estava querendo encerrar alguns outros estudos e leituras antes de chegar nele. Este livro é para ser saboreado. Vai ser uma boa companhia enquanto meu sono órfão das noites de MCT não entra nos eixos.
Deixa eu ir tentar dormir. Bons sonhos!